massagista de modelo
Você já reparou os nomes dos anjos?
Gabriel, Rafael, Miguel e outros anjos… todos terminam com ”el”.
Como todos os estudiosos sérios, teólogos e rabinos sabem, as tabelas de
anjos foram criadas sem fundamento…
Sendo assim, seguem no texto abaixo, as novas Descobertas relativas aos
estudos desses seres protetores.NOVOS ANJOS:
Motel – anjo protetor dos amantes;
Aluguel – anjo mau. Não deixa a pessoa conseguir sua casa própria;
Embratel – anjo protetor do monopólio das comunicações (mais conhecido como
Lúcifer); Chanel – anjo protetor dos costureiros e estilistas;
Papai Noel – anjo protetor do comércio. Só aparece no fim de ano;
Tonel – anjo protetor dos alcoólatras anônimos e bêbados em geral;
Pastel – anjo protetor da colônia japonesa;
Samuel – anjo protetor da poupança;
Gel – anjo que protege as pessoas com cabelos rebeldes;
Bordel – anjo protetor do sexo grupal;
Manoel – anjo protetor das piadas preconceituosas;
Papel – anjo protetor daqueles com intestinos soltos;
Anatel – anjo que, como qualquer outro órgão do governo, não serve para
porra nenhuma.
Uma pesquisadora do IBGE bate à porta de um sitiozinho perdido no interior de Minas.
- Essa terra dá mandioca?
- Não, senhora. – responde o roceiro.
- Dá batata?
- Também não, senhora!
- Dá feijão?
- Nunca deu!
- Arroz?
- De jeito nenhum!
- Milho?
- Nem brincando!
- Quer dizer que por aqui não adianta plantar nada?
- Ah! … Se plantar é diferente…
O mineirin vai a uma estação ferroviária para comprar um bilhete.
- Quero uma passage para o Esbui – solicita ao atendente.
- Não entendi; o senhor pode repetir?
- Quero uma passage para o Esbui!
- Sinto muito, senhor, não temos passagem para o Esbui.
Aborrecido, o caipira se afasta do guichê, se aproxima do amigo que o estava aguardando e lamenta:
- Olha, Esbui, o homem falou que prá ocê não tem passagem não!
Os dois mineiros se encontram no ponto de ônibus em Cocalinho para uma pescaria.
- Então cumpade, tá animado? pergunta o primeiro.
- Eu tô, home!
- Ô cumpade, pro mode quê tá levano esses dois embornal?
- É que tô levano uma pingazinha, cumpade.
- Pinga, cumpade? Nóis num tinha acertado que num ia bebê mais?!
- Cumpade, é que pode aparece uma cobra e pica a gente. Aí nóis desinfeta com a pinga e toma uns gole que é pra mode num sinti a dô.
- É… e na outra sacola, o que qui tá levano?
- É a cobra, cumpade. Pode num tê lá…
Num certo dia, um empresário viajava pelo interior de Minas.
Ao ver um peão tocando umas vacas, parou para lhe fazer algumas perguntas:
- Acha que você poderia me passar umas informações?
- Claro, sô!
- As vacas dão muito leite?
- Qual que o senhor quer saber: as maiáda ou as marrom?
- Pode ser as malhadas.
- Dá uns 12 litro por dia!
- E as marrons?
- Tamém uns 12 litro por dia!
O empresário pensou um pouco e logo tornou a perguntar:
- Elas comem o quê?
- Qual? As maiáda ou as marrom?
- Sei lá, pode ser as marrons!
- As marrom come pasto e sal.
- Hum! E as malhadas?
- Tamém come pasto e sal!
O empresário, sem conseguir esconder a irritação:
- Escuta aqui, meu amigo! Por quê toda vez que eu te pergunto alguma coisa sobre as vacas você me diz se quero saber das malhadas ou das marrons, sendo que é tudo a mesma resposta?
E o matuto responde:
- É que as maiáda são minha!
- E as marrons?
- Tumém!
Um mineirim tava no Ridijaneiro, bismado cas praia, pé discarço, sem camisa, caquele carção samba canção, sem cueca pur dibacho.
Os cariocas zombano, contano piada de mineiro. Alheio a tudo, o mineirim olhou pro marzão e num se güentô: correu a toda velocidade e deu um mergúio, deu cambaióta, pegô jacaré e tudo mais.
Quando saiu, o carção de ticido finim tava transparente e grudadim na pele. Tudu mundo na praia tava oiano pro tamanho do ‘amigão’ que o mineirim tinha. O bicho ia até pertim do juêio… A turma nunca tinha visto coisa igual. As muié cum sorrisão, os homi roxo dinveja, só tinham olhos pro bicho.
O mineirim intão percebeu a situação, ficou todo envergonhado e gritou:
- Qui qui foi, uai? Seus bobãum… vão dizê qui quando oceis pula na água fria, o pintim doceis num incói tamém…?
O velho fazendeiro do interior de Minas está em sua sala, proseando com um amigo, quando um menino passa correndo por ali.
Ele chama:
- Diproma, vai falar para sua avó trazer um cafézinho aqui pra visita!
E o amigo estranha:
- Mas que nome engraçado tem esse menino!! É seu parente?
- É meu neto! Eu chamo ele assim porque mandei a minha filha estudar em Beozonte e ela voltou com ele!
Os dois cumpadres pitavam o cigarrim de paia e prosiavam. Um deles pergunta:
- Ô cumpadre, cumé que chama mesmo aquela coisa que as muié tem (faz um sinal com as duas mãos), quentim, cabeludim, que a gente gosta, é vermeia e que come terra?
- Uai… quentim… vermeia? A gente gosta? Uái sô, só pode ser xoxota. Mas eu num sabia que comia terra, sô!!
O outro dá uma pitada no cigarro:
- Pois come, cumpadre. Só di mim, cumeu treis fazenda.